Somos escrituras sagradas que precisam ser lidas de dentro.
- 8 de jul.
- 3 min de leitura
Muitas vezes não nos lemos porque achamos que não somos importantes. E , se não somos importantes, então o que chega é o que eu penso que mereço.
Mas isso não é verdade.

Muitas vezes confundimos, pensamos que somos o que estamos sentindo (abandonados, não amados pelas pessoas que nos são caras, não significantes) e que somos os pensamentos que alimentam as emoções que geram o sofrimento.
E a história, a narrativa que contamos e alimentamos com os pensamentos, ocupam toda nossa atenção.
Esquecemos quem somos!!!
Ou melhor, sabemos quem somos?

O que trago a seguir não é um convite para negar a dor, negar a história da sua vida, que sim, pode ter sido difícil ou lutar contra ela, mas para perceber que há um lugar em você (seu eu verdadeiro) que observa, que atravessa todas as memórias e reconhece que é autêntico e indestrutível, e está bem aí, esperando que você - mente, pensamento vitimista, cobrador e crítico, reconheça sua essência, que não é nada disso.
Ou seja, seu ser eterno, seu verdadeiro eu, sua essência, como queira chamar esse lugar onde você se reconhece sagrado, onde você sabe que é luz ( vós sois a luz do mundo ) está esperando que você desperte.
E o que é esse despertar?
- separar os pensamentos da consciência.
E para isso se faz necessário observar como o passado, o futuro e a mente são inseparáveis. Sua mente não habita o presente.
Sem a mente humana não haveria tempo.

E o grande problema é que a mente e o tempo assumiram o controle da nossa vida
E nos tornamos disfuncionais.
Quem desperta não apaga sua história, mas aprende a contempla-la com consciência.
Sim, com consciência.
Porque mente e pensamentos não são conscientes, são inconscientes.
Então, qual é o grande equívoco que sustenta todo sofrimento humano?
-acessar os arquivos da memória sem recordar sua própria Luz.
E a cura não está nas memórias de dor.
Está em poder resgatar o estado de Presença, e com sua própria Luz, contemplar as memórias sem ser capturado por elas.
Ou seja, recordar quem somos antes de revisitar aquilo que vivemos.
É preciso despertar o observador interno, para perceber o turbilhão da mente a todo momento em corridas desenfreadas ao passado ou ao futuro, que apenas nutrem os estados dolorosos armazenados nas memórias.
Ou as projeções futuras que se originam a partir dessas memórias.

O observador nunca é neutro.
Ele atua sobre o observado, modificando essa realidade.
Mas isso pede consciência, estado de presença consciente.
Disponibilidade para ver.
Olhar com olhos de ver, significa que quero contemplar o todo, o que foi, o que é, como foi, como é!
Isso pede adultecer!
Esse outro jeito de olhar, a partir da não mente, deixando as minhas identificações e fragmentaçoes, julgamentos e pontos de vista pré elaborados, o que antes era prisão, dor, sofrimento e lamentações, passa a ser caminho. Caminho leve.
Caminho de propósito.
Caminho de aprendizado.
Lembre - se:
Não se trata de convencer a mente.
A mente está identificada com o passado e o futuro.
Não está no presente
Não suporta o estado de Presença. A presença e a mente não cohabitam o mesmo espaço.

Trata-se de despertar.
De se tornar consciente, primeiro da sua inconsciência, e a partir daí, sua consciência saberá que você fez uma escolha.
Você escolheu viver no presente, no agora, e com consciência.
Você despertou para sua consciência.
E esse é o início de uma jornada de descobertas, de novas percepções e compreensões, a partir de um lugar de dentro do seu eu profundo.
Aí você começa a ler a partir das suas escrituras sagradas.
E o sol brilha, a vida flui, e tudo se torna mais fácil, mais leve.
E nada mudou lá fora.
O seu olhar mudou.
E tudo mudou!
Neiva M. Klug
Consteladora e orientadora
Familiar e Organizacional




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